terça-feira, 30 de maio de 2017

Verdades e mitos sobre o Linux

Há muitos mitos que envolvem o Linux e o software livre. A principal causa é a falta de informação sobre esse novo universo. Nesse artigo vou buscar mostrar alguns mitos e verdades que rodeiam o mundo Linux.

O barato não presta

É comum ouvir que o que é barato não presta. Sabendo disso algumas empresas cobram a mais por um produto para dar a impressão de que o produto é melhor. E quando se ouve que o sistema operacional é gratuíto logo se pensa que não deve ser bom. Frases do tipo “vem na caixa de ovo” não soam bem. Mas precisamos deixar as coisa bem claras: o foco o Linux não é a venda de licenças, mas a venda de serviços. E as empresas lutam para que o software seja tão bom que valha a pena contratar o suporte.

O Linux é livre e, geralmente, grátis. Mas isso não quer dizer que seja ruim. Muito pelo contrário. 95% dos 500 melhores supercomputadores do mundo rodam o Linux, os principais sites da internet e os sistemas críticos também rodam em cima do sistema operacional do pinguim. E a maioria dos dispositivos móveis rodam em cima de algumas versão do sistema Linux.

Linux é mais seguro

Há versões de Linux para os mais variados públicos, de usuários leigos até especialistas em segurança. Cada versão tem um foco. Mas de um modo geral, a instalação padrão do Linux é mais segura do que a do Windows. Mas a segurança depende muito de quem implantou o sistema e de quem está usando o computador. É possível deixar o Windows, e qualquer outro sistema operacional, tão seguro quanto necessário. Depende mais de quem vai usar o sistema, e para qual finalidade.

Se tenho acesso ao código fonte então é menos seguro

Parece até óbvio que se um hacker sabe como um programa funciona ele sabe quais as brechas de segurança que existem. Mas é justamente o contrário. Se há um código mal feito em um software livre vários desenvolvedores terão acesso a ele e poderão alertar a comunidade e corrigir a falha. O software proprietário, ao contrário, não terá tantas pessoas olhando o código e, achando-se uma falha, a correção ficará a cargo da empresa proprietária, e se ela tiver outras prioridades no momento a correção poderá levar meses. O código livre tende a ser mais seguro justamente por ter mais desenvolvedores olhando para ele e corrigindo suas falhas.

Milhares de pessoas desenvolvem o mesmo software livre

Na maioria das vezes essa informação é falsa. Apesar do código ser aberto somente os projetos grandes e famosos possuem um número alto de programadores e outros profissionais de TI envolvidos. Já vi muitos projetos livres morreram por falta de desenvolvedor. Mas é muito mais fácil que o teu projeto cresça se ele for livre. Mas não basta ser livre para ter sucesso; precisa ser bom.

Software livre não dá dinheiro

Como já mencionei, embora você possa vender o Linux (se conseguir quem compre!) o foco do software livre não é a venda de licenças, mas de serviços. Você, profissional de TI, ganha dando suporte, implementando, modificando, ajustando, corrigindo, etc.

Linuxers são xiitas

Há fanáticos em todas as áreas, inclusive no Linux. O que deixa um linuxer irritado é alguém fazer um comentário negativo do Linux sem ao menos conhecê-lo. É como alguém que não gosta de almôndegas sem nunca ter comido uma. Ou baseia a sua opinião em uma experiência negativa que teve há 15 anos atrás. É infantil. Para fazer um bom julgamento é necessário apontar parâmetros, fazer métricas, testar, comparar. Simplesmente dizer que o Windows é pior ou melhor não ajuda em nada. A pergunta que se deve fazer é: “melhor em quê?”, “melhor pra quem?”, “melhor em qual cenário?”.
Há bons profissionais que gostam da facilidade do Mac OSX. Então use-o. Já há outros bons profissionais que preferem a liberdade que o Linux dá. Outros preferem a comodidade de continuar usando o Windows. Cada um na sua. Mas para poder comparar os sistemas é necessário conhecê-los.

Há pessoas que dizem que o Linux não presta porque não tem jogos, como se o mundo de TI se resumisse aos games. Também há pessoas que dizem que o Windows é uma porcaria, mas continuam usando o notebook em dual boot. Todos precisam saber que há vantagens e desvantagens em cada sistema. Mas não julgue sem conhecer.

Linux não pega vírus

Como já mencionei, se levarmos em consideração o termo técnico, o Linux não pega vírus. Mas quando as pessoas falam de vírus na verdade estão querendo falar de malware, e isso existe no Linux, sim. Já vi pessoas que não tomam o menor cuidado só porque usam Linux. Isso é um erro! Os cuidados em segurança servem para qualquer ambiente. Portanto, os mesmos problemas envolvendo malwares no Windows também existem no Linux.

Linux roda em qualquer computador

É verdade. Porém não é qualquer distribuição que roda em qualquer computador. Não adianta querer colocar o Ubuntu em um 386. Ele não vai rodar. Se você precisar colocar um Linux em um computador muito antigo ou com poucos recursos você vai precisar de uma distribuição voltada para esse função. Por isso há tantas distrbuições Linux no mercado, pois cada uma é voltada para um objetivo bem específico, umas são para usuários domésticos, outras para segurança, outras para smartphone, outras para servidores, etc, e geralmente há mais de uma opção para cada tipo de tarefa. Cabe a você escolher qual a que melhor se adapta a tua necessidade.